Publicado por: Enilson | novembro 18, 2009

Amemos Sempre

“Sexo só depois do casamento”, que tipo de expressão é essa? É tão estranha quanto conhecida, no mínimo; pois quando discutimos sexo ou casamento, de imediato, surge diante de nós esse pré-conceito. Mas insisto: que tipo de sentença é essa? A princípio nos parece mais com uma lei ritualística do que com um princípio cristão; nada nos diz, pouco ou nada modifica nossa existência, nosso modo de viver.

Poderíamos pensar que a inutilidade de tal jargão se dá por dois motivos básicos: primeiro pela transformação de uma lei ética em legalidade tradicional sem sentido e segundo por nossa superficialidade na percepção e compreensão desse conceito. Uma expressão como essa é tantas vezes usada de modo “religioso-repressor”, ou seja, apenas como regra impessoal a nós imposta, que em determinado momento esvazia-se de seu sentido profundo e Espiritual, não mais modificando nossa mentalidade. Entretanto, somos nós mesmos que, por vezes, não aprofundamos até a causa mor ou sentido primário das relações humanas; por isso não aprendemos e tampouco apreendemos a Verdade.

Tal expressão, mesmo assim, muito nos pode ensinar a respeito de um modo de sexualidade divinamente recomendável; tudo dependerá, todavia, de nosso compromisso profundo com o Cristo, na busca pela verdade.

É certo que o sentido primário da sentença em questão consiste no fato de que, no prisma divino, sexo é sinônimo de casamento, pois o que Deus vê é a união entre duas criaturas, nada mais. Diante disso, percebemos uma elevação da relação sexual a um status, reconhecido pelo próprio Deus, de componente central na formação familiar, que é o supremo objetivo do Senhor.

Sexo, portanto, não deveria ser apenas desejo por desejo, tendendo ao descontrole dos impulsos. Nossas relações sentimentais, todavia, tendem a assumir exatamente essa postura. Normalmente, vivemos apenas o ímpeto de realização de nossos desejos, a qualquer custo e de qualquer modo. Poderíamos dizer que o homem em sua natureza carnal possui apenas desejo, destituído de amor e amizade. Tal impulso sexual tende ao infinito, pois não quer ser controlado, apenas realizar o seu fim último: atender o desejado. Não se quer um indivíduo com o qual se viverá em amor, mas um objeto para a satisfação. Trata-se, pois, de um desejo indefinido, sem alvo verdadeiro.

Quando aprofundamos nas características reais de nossas relações, percebemos que nosso amor visa ao prazer somente e não ao ser, ao amado(a). Compreender sexo como casamento e ambos como união vital entre dois seres que se amam pode, entretanto, transformar toda a nossa conduta de vida.

“Sexo como casamento”, e não “sexo só depois do casamento”, nos ensina que amar verdadeiramente não se dá por meio de “regras-impessoais”, mas por uma Verdade internalizada: a Lei de Amor do Senhor gravada em nosso coração. Tal lei nos ensina que essa união sexual e social a que chamamos casamento deve ser baseada em um amor que reinterpreta nossos instintos pecaminosos, ensinando-nos a desejar um outro ser e não um objeto. Ensina-nos que na busca de um parceiro(a), devemos visar a algo que se realizará em harmonia com outra pessoa, como se namoro e casamento fossem ambientes nos quais construímos algo mais elevado que nós mesmos.

Não mais prazer por prazer, nem desejo por desejo, mas um amor construído em amizade e que se compromete com o outro ser numa busca conjunta e equilibrada. Por isso o casamento civil é a legitimação dessa união, e se faz necessário, mas não é a união em si, porquanto para Deus (quem de fato importa) o que interessa é o “tornar-se uma só carne”, e isso é tudo.

O cristianismo não é exterioridade legalista, mas amor que transforma nosso ser, gravando em nosso coração Verdades. Cristo quer se repetir em nós, integralmente; tudo em nós deve, portanto, refleti-lo, continuamente.

O Caráter do Cristo nos ensina, pois, que o verdadeiro amor não deve ser um ímpeto da necessidade em busca daquilo que satisfaz, mas sim um movimento recíproco de iguais, a fim de em amizade produzir vida.

Publicado por: Enilson | novembro 10, 2009

 

Publicado por: Enilson | novembro 9, 2009

Publicado por: Enilson | novembro 8, 2009

Experimentando a presença de Deus

Experimentando a presença de Deus


Stephen Eyre Uma pergunta que faço com freqüência aos estudantes que estou aconselhando ou discipulando é; como é teu tempo a sós com Deus? Geralmente, depois de uma pausa respondem, “o estou tendo regularmente” ou “tenho estudado diligentemente as Escrituras”. Ambas as respostas são boas, porém não é o que estou querendo saber. O que quero saber é, estás te encontrando com Deus? Que se passa durante teus encontros pessoais com Ele? Estão tuas devocionais marcadas por um sentido de louvor ou de vazio? A sua mente está tão preocupada com tantas atividades que não podes concentra-se com profundidade nas Escrituras e na oração? Ao perguntar com profundidade aos estudantes sobre o seu tempo devocional com Deus, me dou conta de que a maioria de nós não experimentamos a presença de Deus. Quando estamos cegos à presença de Deus, os tempos a sós se convertem em uma formalidade vazia, a Escritura se converte num livro de regras que devem ser aplicadas mecanicamente, a oração se converte em uma lista de obrigações que Deus deve realizar para nós, e as dificuldades na vida se convertem em problemas que supostamente Deus deve resolver para nós (em vez de oportunidades para que Ele nos ensine e nos molde). Nós nunca consideramos que Deus quer em primeiro lugar que nós o escutemos na oração, em vez de falarmos sem parar. E em nossa busca de regras fixas na bíblia, nos esquecemos que Deus quer mesmo é nos falar através das Escrituras. A presença de Deus Buscar a presença de Deus – um direito de todo novo nascido – deveria ser o desejo do coração de todo o nosso tempo a sós com Ele. Antes do nascimento, Jesus se chamava Emanuel, “Deus conosco”. Jesus, então prometeu que nunca nos deixaria órfãos, senão que rogaria por outro consolador (Jo. 14:15ss). Sem dúvida, quando falamos da presença de Deus, muitos de nós esbarramos numa parede. A experiência de encontrar-se com Deus requer muita sensibilidade espiritual – uma “pedra de tropeço”, é isso que significa essa presença para aqueles que estão daltônicos (cegueira de cores) espiritualmente pelos efeitos da cultura moderna, com suas atrações fascinantes, materialistas e por nossa própria falta de cuidado com nossa espiritualidade, nossa preguiça em manter uma disciplina devocional vital. Como as pessoas daltônicas que conhecem as palavras roxo e verde, porém nunca experimentou visualmente estas cores, nós podemos está espiritualmente cegos à presença de Deus. Temos conhecimento acerca de Deus, porém não o experimentamos de uma maneira vibrante. E como aquelas pessoas que são daltônicas de nascimento e não valorizam as cores, pois não as distinguem, da mesma maneira nós valorizamos menos o que não experimentamos. Devido ao fato de que essa cegueira, muitas vezes, pode ser muito sutil, necessitamos deter-nos e consideramos se está acontecendo conosco isso. Deter-nos por um instante e perguntar-nos: será que tenho visto e escutado bem o Senhor? Utilizando nossas emoções Para poder experimentar de uma maneira plena a Deus, necessitamos de nossas emoções. Deus é uma pessoa. E como em qualquer relação pessoal, nossas emoções têm seu papel. Com minhas emoções posso perceber seu carinho para comigo, posso abraçar sua palavra e atender a seus mandamentos. Tenha descoberto que falar de emoções entre cristãos pode ser, pois, emocional. Alguns se orgulham de poderem controlar sua emoções. Todavia, tanto nas Escrituras como na História, vemos pessoas piedosas cujas emoções estavam no centro de seus encontros com Deus. Davi, como testemunham os Salmos, experimentou grande alegria e enormes depressões ao longo de sua vida e, a despeito disso, foi “o homem segundo o coração de Deus”. Na sua escolha como Rei de Israel, em substituição a Saul, Deus revela um interesse primordial pelas emoções das pessoas; “Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração”.(1SM 16:7). O coração para Deus é que importa, Não o meu comportamento externo, meu controle absoluto, mas o que se passa no meu coração, o que eu sou realmente e isso, na é a minha mente que fornece, mas, sim, “o coração”. Elias, Jeremias, Jonas e Habacuque, para mencionar alguns, também tiveram seus altos e baixos. O ponto que quero ressaltar é simples: que nossas emoções podem sem mais que simples reações. Significa algo. O autor do Salmo 42 começa dizendo: “Como suspira a corsa pelas correntes das águas, assim por ti, ó Deus, suspira a minha alma”. Continua dizendo, “por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro em mim?” (vv.1,5). Um cristão moderno que sentisse o que sentiu o salmista provavelmente só se considera deprimido. Todavia, o salmista sabia que sua alma estava “abatida” por alguma razão; estava sedenta por um novo encontro com Deus. Uma palavra de advertência: emoções fortes não garantem que o Espírito de Deus está trabalhando. Satanás pode duplicar quase qualquer coisa. A emoção deveria fundamentalmente manifestar-se como um sinal de nosso amor a Deus. Quando estamos felizes, estamos crescendo em amor assim como em seu poder, majestade e beleza? Estamos buscando o consolo em Deus? As fases dos tempos a sós Para poder entender o que está envolvido no conhecimento de Deus de uma maneira íntima, devemos conhecer as várias fases pelas quais passamos em nossa relação com Ele. O tempo a sós nunca permanece igual no decorrer dos meses, nem sequer com o passar das semanas. São dinâmicos – mudam, variam e se movem ao decorrer de nossa peregrinação até o céu. Tenho descoberto cinco diferentes fases em nossos tempos a sós: tempo a sós ocasional, tempo a sós comprometido, tempo a sós de estudo, tempo a sós de deserto e tempo a sós de devocional. Cada tipo de tempo a sós reflete mudanças espirituais em nossa vida com Deus. Cada fase tem suas características e seus sentimentos, perigos e vitórias. Os tempos a sós ocasionais geralmente ocorrem quando não nos encontramos regularmente com o Senhor. A leitura das Escrituras tende a ter um método de “pinçar daqui e dali”. Pegamos a Bíblia quando sentimos uma necessidade e lemos onde a abrimos, como no lance de sorte (eu tendo a ler os Salmos quando entro nessa fase). A oração geralmente acontece de forma irregular, esporádica e orientada para o trabalho – geralmente se transforma numa versão de “Senhor ajuda-me a fazer isto…”. A maior parte do tempo, quando separamos um tempo para estar com o Senhor, desfrutamos pouco de momentos louvor e exaltação. Geralmente estamos demasiados inquietos interiormente, para ouvi-los e nos unirmos ao Espírito que clama “Abba Pai” dentro de nós. Ainda que a maioria de nós experimentamos ocasionalmente essa fase, não é um bom lugar para estarmos por muito tempo. Deus existe na margem da vida, em vez de estar no centro dela. Se você tem passado tempo de mais no tempo a sós ocasional, necessitas encaminhar o seu coração para encontrar-se com Deus de uma maneira regular. Os tempos a sós comprometidos são o contrário do tempo a sós ocasional. Acontecem todos os dias, independente de como nos sintamos. Temos um plano formal de leitura Bíblica em um ano, ou utilizamos um guia de leitura devocional. A oração também tende a seguir padrões predeterminados de uma maneira diária. Os tempo a sós predeterminados é uma fase necessária em nossa caminhada espiritual. Necessitamos desenvolver uma disciplina de encontrar-nos com o Senhor de uma maneira regular, devido ao corre-corre do mundo moderno que faça oposição espiritual a esse ritmo secular. Ao determinar um tempo para o Senhor, ler às Escrituras e seguir um padrão regular de oração, estamos fortalecendo-nos espiritualmente para enfrentarmos o secularismo contemporâneo. E as pessoas e situações pelas quais oramos durante esta fase recebem o benefício de fiel (ainda que nem sempre dinâmica) oração. Porém, ao ficarmos demasiado tempo nessa fase podemos transformá-la numa armadilha. Podemos começar a ter sentimentos de culpa se deixamos de faze-la algum dia por medo de que Deus se revolte contra mim, ou adquirimos uma atitude de auto-satisfação por realizar nossa obrigação religiosa diária. Quando isso acontece, é preciso refletir sobre o objetivo central que nos levou a essa fase: um encontro profundo com Deus. Os tempos a sós de estudos se distinguem dos outro dois pela seriedade do estudo Bíblico. Quando me encontro nessa fase, eu gosto de ter uma boa compreensão de algum livro ou porção das Escrituras, em vez de ler toda a Bíblia em um ano, por exemplo. Crescemos muito durante estes tempos a sós estudiosos ao mergulhar profundamente nossas raízes nas Escrituras e ao descobrir um grande número de verdades espirituais as quais podemos utilizar ao longo de nossas vidas. Ao lermos como Deus tem agido na história, aprendemos a reconhecer sua ação também em nossas vidas em situações difíceis e nos com as pessoas ao longo dos anos que têm respondido ao chamado Dele. Todavia, ao estudar tento tempo a Bíblia, freqüentemente resta-nos pouco tempo para dedicar-se à oração, que termina por ser curta, às pressas, orientada basicamente ao trabalho – uma lista de atividades que Deus deve realizar –. Corremos ainda o risco de que nosso estudo das Escrituras se transforme em um simples exercício intelectual. Tenho descoberto, nessa fase, que embora esteja aprendendo de Deus, não estou encontrando-me com Ele. Quando estou nessa fase experimento uma sensação de que Deus está chamando-me a sair de meu estudo profundo para sentar-me e simplesmente louvá-lo. Os tempos a sós de deserto ao passarmos para o tempo a sós de deserto, normalmente a única coisa que pensamos é que fizemos algo mau contra o Senhor. Pelo contrário, a causa pode ser um grande crescimento espiritual experimentado em antigos tempos a sós que foram bons como decorrência de um período de deserto. O crescimento profundo surge como conseqüência de um período inesperado de sequidão. Quando nos encontramos com Deus durante tempo a sós de deserto, Ele parece está ausente. Percebemos somente um sentimento de desolação interior. Davi expressou esse desejo de Deus no Salmo 63: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte, eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, numa terra árida, exausta, sem água” (v.1). Nessa fase de deserto, nada do que fazemos em nosso tempo a sós (nem em qualquer outra área de nossa vida) parece dar certo. O prazer do estudo Bíblico que temos conhecido evaporou-se, e nossas orações não parecem passar do teto. Não obstante, em tempos de deserto, pode ser que nos apeguemos mais a Deus, e entronizemos a Sua obra de uma maneira mais profunda em nossos corações. Pode ser que Ele esteja nos treinando a deixar nossos ídolos e nossas amarras terrenas, para aprender que além do Deus verdadeiro nada pode satisfazer nossos desejos internos. Em tempos de abundância material e distrações recreativas, como necessitamos do mistério do deserto! Lembremos sempre que foi no deserto que Israel conheceu o verdadeiro caráter libertador e sustentador de Deus, foi no deserto que Paulo preparou-se para o seu grande desafio missionário, e foi ao deserto que o nosso Senhor foi levado, pelo Espírito Santo, para se tornar o Salvador do mundo. Não desprezemos o deserto! Os tempos a sós em devocional, em contraste com a fase desértica, o tempo a sós devocional nos permite experimentar com prazer o estar na presença de Deus. No tempo a sós devocional, manejamos as Escrituras de uma forma diferente. Em vez de buscar informação nova ou detalhes significativos nas passagens, nosso tempo com as Escrituras tem sentido de reverência e de adoração. Pode ser que estudemos passagens que já tenhamos lido antes, permitindo que nossa alma absorva a passagem até que, como Paulo em Éfesios, nos maravilhemos das bênçãos espirituais que nos tem sido dadas através de Jesus Cristo, ou como Pedro, experimentamos o gozo inefável da salvação de nossas vidas. Às vezes nós podemos ver-nos dentro da passagem, usando nossa imaginação para sentir isso, ver e ouvir o que está se passando. Freqüentemente nos sentimos movidos a intercalar uma oração em nossa meditação das Escrituras. Eu, por exemplo, experimento um “silêncio completo” nesse tempo devocional, muito parecido ao que se dá quando estou com um amigo com o qual não necessito de palavras. Minhas orações são dominadas por uma atitude profunda de escutar silenciosamente a Deus. Estou menos orientado na direção do trabalho, intercedo por outros sem recitar mecanicamente uma lista de coisas que Deus deve realizar. Dispormo-nos para escutar o Senhor é demasiado fácil nessa fase. Eu tenho descoberto que os guias devocionais e livros sobre espiritualidade são de muita ajuda, incluindo os clássicos La Imitación de Cristo por Thomas Kempis, Religious Affections por Jonathan Edwards, Celebração da Disciplina, e A Verdadeira Espiritualidade por Richard Foster. Uma palavra de advertência acerca do tempo a sós devocional. Apesar de ser o tempo a sós que com mais freqüência nos encontramos ao longo da vida cristã, pode não ser o mais adequado para nós estarmos perpetuamente! Como os discípulos no Monte da Transfiguração, não podemos ficar no Monte para sempre. Os discípulos tinham que descer do monte com Jesus e enfrentar as necessidades da multidão; ir à Jerusalém e enfrentar a Cruz. Tenho descoberto que não posso só esperar, o prazer divino em cada tempo a sós. Deus não se apresenta ao estalar de nossos dedos. Ele sabe quais são nossas necessidades, e vem a nós de maneira que possamos recebê-lo. A realidade permanente desse prazer de louvar não vai chegar em nós até que nos encontremos com Deus no Céu. Não importa a etapa na qual estamos espiritualmente: temos que ter como meta o nosso tempo a sós, o viver com o sentimento da presença de Deus. Em vista de nossa cultura acelerada e orientada para o “fazer”, temo que, levados por essa cultura, mergulhemos no ativismo religioso e raramente experimentemos em nosso tempo a sós, a presença sobrenatural de Deus. Somos seduzidos a estar contentes com somente ler de Deus nas Escrituras ou em livros escritos por outros cristãos, e realizar nosso dever cristão. O Senhor está presente; toda a criação declara sua glória. Em nosso trabalho, em nossa família, em nossa recreação e em qualquer coisa que façamos, podemos perceber sua presença. Todavia, se não praticarmos a disciplina do tempo a sós, provavelmente nos privaremos da glória de Deus que está ao nosso redor. O tempo a sós com expectativa de encontro, nos permite estar sempre em Sua presença de uma maneira que aumenta o sentido dessa presença em tudo o que fazemos na vida. Traduzido com algumas adaptações por Jeriel Silva Santos do texto espanhol de Stephen Eyre: “Experimentando la presencia de Dios” tirado da revista “Student Leadership” al Inter-Varsite Cristian Fellowship – USA (ABU Americana). voltar a RECURSOS

Publicado por: Enilson | novembro 7, 2009

Publicado por: Enilson | novembro 7, 2009

Sete Passos Para o Romance à Maneira de Deus

Sete Passos Para o Romance à Maneira de Deus

(tirado do livro “Romance à maneira de Deus” de Eric e Leslie Ludy)

Passo 1: Entregar a Deus e aprender a confiar Nele.

“Senhor! Sou todo Teu. Dou a minha área sentimental a Ti. Tu podes fazer o que quiseres. Vou esperar pelo Teu tempo. Vou esperar pelo Teu melhor. Quero que Tu sejas o autor da minha história de amor. A partir deste dia, essa área é Tua – não mais minha. Não vou mais procurar relacionamentos”.

OBS: Renunciar implica num compromisso diário. Você terá de viver essa decisão cada dia de sua vida. Um ato de renúncia é quando você se disciplina a não namorar, enquanto todas as outras pessoas estão namorando, é decidir não ficar paquerando, é se recusar a ter pensamentos errados sobre outras pessoas. Você pode ter certeza que Deus vai te honrar por todos esses atos.

Passo 2: Pureza interior

“Preciso me manter puro para meu futuro cônjuge, independente do que ela/ele esteja fazendo por mim, assim estarei me modelando no amor maravilhoso e incondicional de Jesus Cristo”.

OBS: Pureza envolve mente, coração e corpo. Temos que guardar não somente o nosso físico, mas cada um de nossos pensamentos e manter nossas emoções de paixão apenas para “aquela pessoa especial” que Deus escolheu para cada um de nós. “Ouvistes que foi dito: não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” Mateus 5: 27-28.

Passo 3: Esperar em Deus

Esperar em Deus é mais ou menos assim: você simplesmente sabe que Ele tem um plano incrível. Você está desejoso e ansioso para saber qual é o plano Dele. Você compartilha essa ansiedade com Ele. Você escuta. Fica alerta e pronto para ver o que Ele vai fazer.

OBS: Dicas chaves para esperar:

1 – Espere com um OBJETIVO! O melhor de Deus para você. Ao decidir esperar em Deus, você está declarando “Não aceitarei nada que não seja a perfeita vontade de Deus para a minha vida. Mesmo que o mundo me ofereça muitas opções atraentes, só obterei a verdadeira satisfação esperando pelo melhor Dele”;

2 – Não fique apenas sentado(a) aí… ORE! Ore pelo seu futuro cônjuge, para que Deus proteja e para que essa pessoa espere pelo melhor Dele (você) até que Ele os uma. Ore para que Deus molde o seu futuro cônjuge à maneira Dele;

3 – Espere FIELMENTE! Comprometa-se com o seu futuro cônjuge não apenas fisicamente, mas emocionalmente também. Guarde seus pensamentos, especialmente com relação às pessoas do sexo oposto. Não há problema algum em ter amigos do sexo oposto durante esse período de espera. Mas vigie sempre a sua mente e o seu coração. Tenha Deus como o seu foco, e não deixe que qualquer outra coisa o distraia.

Passo 4: Amor de aliança

O amor ágape é o melhor tipo de amor para se construir um bom alicerce para um relacionamento à maneira de Deus. Esse amor está baseado no compromisso e não no sentimento. Ele não aparece um dia e desaparece no outro; é uma decisão; uma ação da vontade. O amor de aliança é amar o seu futuro cônjuge com o amor ágape. Abaixo seguem algumas diferenças do amor do mundo e do amor de aliança:

O AMOR DO MUNDO DIZ O AMOR DE ALIANÇA DIZ
APRESSE ESPERE pelo MELHOR de Deus
Valorizo apenas o EXTERIOR Valorizo muito mais o INTERIOR
Sou EGOÍSTA, o que é melhor para MIM? Sou ALTRUÍSTA, como posso servir o outro?
O amor é TEMPORÁRIO O amor é PERPÉTUO

Passo 5: Envolvimento da família

Não significa abrir mão da sua escolha para que eles escolham. Lembre-se de que você confiou a Deus para escolher o melhor Dele para você. Desenvolva amizades com as pessoas do sexo oposto, mas sem a intenção de querer mais além do que apenas a amizade. Deixe a parte do romance para Deus, caso Ele ache que deva.

Deixe sua família conhecer seu relacionamento de amizade com essa pessoa do sexo oposto. Que essa pessoa possa participar da família em reuniões de oração, piqueniques, churrascos. Que as duas famílias possam se conhecer, viajarem juntas etc…

Passo 6: Ternura

Tratar uma mulher com ternura é o maior de todos os segredos do romance. É mais do que casacos de pele, anéis de diamante, músculos protuberantes. A ternura requer que nos esqueçamos de nós mesmos e que pensemos nas necessidades de outra pessoa. A ternura é a arte de reconhecer o que a outra pessoa necessita e agir de acordo com essa necessidade.

A ternura não é algo que expressamos somente ao nosso cônjuge quando nos casamos. É um atributo de Cristo que devemos aprender a expressar às pessoas ao nosso redor e se desenvolve ao longo do tempo. Pois bem, mãos a obra. Sua família é um bom começo para você começar a praticar a ternura.

Passo 7: Praticar o seu compromisso diariamente

Você pode escolher dar ao seu futuro cônjuge o seu tesouro mais precioso: a sua pureza, tanto interna como externa, e a sua decisão de esperar por ele ou por ela. Se você realmente estiver disposto(a) a querer o MELHOR de Deus para você, comece a ser fiel ao seu futuro cônjuge a partir de agora.

“A bênção do Senhor enriquece, e não acrescenta dores”. Provérbios 10:22

Publicado por: Enilson | novembro 6, 2009

Amemos Sempre

“Sexo só depois do casamento”, que tipo de expressão é essa? É tão estranha quanto conhecida, no mínimo; pois quando discutimos sexo ou casamento, de imediato, surge diante de nós esse pré-conceito. Mas insisto: que tipo de sentença é essa? A princípio nos parece mais com uma lei ritualística do que com um princípio cristão; nada nos diz, pouco ou nada modifica nossa existência, nosso modo de viver.

Poderíamos pensar que a inutilidade de tal jargão se dá por dois motivos básicos: primeiro pela transformação de uma lei ética em legalidade tradicional sem sentido e segundo por nossa superficialidade na percepção e compreensão desse conceito. Uma expressão como essa é tantas vezes usada de modo “religioso-repressor”, ou seja, apenas como regra impessoal a nós imposta, que em determinado momento esvazia-se de seu sentido profundo e Espiritual, não mais modificando nossa mentalidade. Entretanto, somos nós mesmos que, por vezes, não aprofundamos até a causa mor ou sentido primário das relações humanas; por isso não aprendemos e tampouco apreendemos a Verdade.

Tal expressão, mesmo assim, muito nos pode ensinar a respeito de um modo de sexualidade divinamente recomendável; tudo dependerá, todavia, de nosso compromisso profundo com o Cristo, na busca pela verdade.

É certo que o sentido primário da sentença em questão consiste no fato de que, no prisma divino, sexo é sinônimo de casamento, pois o que Deus vê é a união entre duas criaturas, nada mais. Diante disso, percebemos uma elevação da relação sexual a um status, reconhecido pelo próprio Deus, de componente central na formação familiar, que é o supremo objetivo do Senhor.

Sexo, portanto, não deveria ser apenas desejo por desejo, tendendo ao descontrole dos impulsos. Nossas relações sentimentais, todavia, tendem a assumir exatamente essa postura. Normalmente, vivemos apenas o ímpeto de realização de nossos desejos, a qualquer custo e de qualquer modo. Poderíamos dizer que o homem em sua natureza carnal possui apenas desejo, destituído de amor e amizade. Tal impulso sexual tende ao infinito, pois não quer ser controlado, apenas realizar o seu fim último: atender o desejado. Não se quer um indivíduo com o qual se viverá em amor, mas um objeto para a satisfação. Trata-se, pois, de um desejo indefinido, sem alvo verdadeiro.

Quando aprofundamos nas características reais de nossas relações, percebemos que nosso amor visa ao prazer somente e não ao ser, ao amado(a). Compreender sexo como casamento e ambos como união vital entre dois seres que se amam pode, entretanto, transformar toda a nossa conduta de vida.

“Sexo como casamento”, e não “sexo só depois do casamento”, nos ensina que amar verdadeiramente não se dá por meio de “regras-impessoais”, mas por uma Verdade internalizada: a Lei de Amor do Senhor gravada em nosso coração. Tal lei nos ensina que essa união sexual e social a que chamamos casamento deve ser baseada em um amor que reinterpreta nossos instintos pecaminosos, ensinando-nos a desejar um outro ser e não um objeto. Ensina-nos que na busca de um parceiro(a), devemos visar a algo que se realizará em harmonia com outra pessoa, como se namoro e casamento fossem ambientes nos quais construímos algo mais elevado que nós mesmos.

Não mais prazer por prazer, nem desejo por desejo, mas um amor construído em amizade e que se compromete com o outro ser numa busca conjunta e equilibrada. Por isso o casamento civil é a legitimação dessa união, e se faz necessário, mas não é a união em si, porquanto para Deus (quem de fato importa) o que interessa é o “tornar-se uma só carne”, e isso é tudo.

O cristianismo não é exterioridade legalista, mas amor que transforma nosso ser, gravando em nosso coração Verdades. Cristo quer se repetir em nós, integralmente; tudo em nós deve, portanto, refleti-lo, continuamente.

O Caráter do Cristo nos ensina, pois, que o verdadeiro amor não deve ser um ímpeto da necessidade em busca daquilo que satisfaz, mas sim um movimento recíproco de iguais, a fim de em amizade produzir vida.

 

Publicado por: Enilson | novembro 6, 2009

A maravilhosa Providência Espiritualidade

 

“Algum dia, quando as lições da vida tiverem sido aprendidas,
E o sol e as estrelas se tenham posto pra sempre,
As coisas que nossos fracos juízos desdenharam,
As coisas sobre as quais nos afligimos com lágrimas e pesar,
Diante de nós brilharão saídas da noite escura da vida,
Como brilham mais as estrelas nas tintas de um azul mais forte.
E veremos como estão certos os planos todos de Deus,
E como aquilo que reprovação parecia ser era o mais verdadeiro amor”.

Autor desconhecido.

Publicado por: Enilson | novembro 6, 2009

O caminho do “Vale”…

Já se passaram dez anos. E eu me lembro como se fosse hoje. Era um domingo à noite, quando a igreja em que congregava, em um culto especial, recebia os “velhinhos” de um asilo que a sociedade de senhoras visitavam. Meus olhos contemplaram, por alguns momentos, a alegria dos senhores e das senhoras, suas cabecinhas brancas, a peculiar humildade e, também, os “humildes” calçados que usavam.

Imediatamente, a minha contemplação, tornou-se uma ação a favorecer pessoas tão especiais. Marquei uma visita ao asilo, para saber quais eram as necessidades, e iniciei a mobilização para atrair o máximo de cooperadores possível, para uma festa de Natal. Assim aconteceu, um dia inesquecível! Todos receberam o que nos haviam pedido. Os presentes e o jantar, inclusos no mesmo pacote. Fomos envolvidos por uma atmosfera de compaixão e inexplicável alegria. Essa experiência foi o marco inicial de uma grande seqüência de outras cooperações. Completaram-se dez anos de “multiplicações” e sinais milagrosos, além de expectativas mais que superadas. É incalculável descrever a quantidade de doações que já recebi.

Hoje somos a Missão COOPERATOS, que preserva na originalidade a sua vocação, promovendo cooperações de ajuda e intermediando a relação da iniciativa apoiadora (seja privada, eclesiástica, familiar, pessoal, e outras…), a pessoas ou instituições vítimas de situações de risco. Fundamos uma igreja em Citrolândia (MG), fruto de evangelização e discipulado nesta região carente.

Aprouve ao Senhor alargar as fronteiras deste ministério, nos confiando um programa de TV. A visão inegociável é mantida na veiculação do projeto televisivo chamado Super Ação. A cada programa somos contemplados com a doce e misericordiosa manifestação do Altíssimo. Glórias! Como eu sempre digo, eu não sou uma apresentadora e sim uma missionária em um programa que nada mais é do que um reflexo de um trabalho realizado “NO VALE” a mais de uma década.

Conto com todos os internautas para se unirem conosco para mais este desafio. Peço que todos orem e profetizem para que alcancemos o maior número de necessitados possível. Agregaremos parcerias compromissadas em “Responsabilidade Cristã Social”, assim como foi no Antigo Testamento, com o mesmo comprometimento do Nosso Mestre Senhor Jesus, com a Igreja Primitiva e o ministério dos Apóstolos.

O caminho “do Vale” é o mesmo do Avivamento.

 

 

 

 

Publicado por: Enilson | novembro 6, 2009

A Estrada vai além do que se vê…

“Nós entendemos que você tem dúvidas se deve servir na obra de Deus ou trabalhar como ativista político. Nós humildemente sugerimos que você pode fazer as duas coisas.”. – Frase dita a Wilberforce durante um jantar em sua casa, na companhia de amigos. Talvez não haja nada melhor para defini-lo, por isso o apresentarei a vocês agora, para que compreendam o motivo:

William Wilberforce ficou órfão de pai muito cedo, sendo levado a morar com os tios, porquanto sua família não tivesse recursos. Nessa casa, foi muito influenciado pelo evangelho, através de fervorosas pregações de John Newton¹, antigo capitão de navio negreiro, que se converteu, tornando-se um grande pregador. Mais tarde William escreveria sobre o quanto admirava Newton; estimava-o como um pai.

William Wilberforce ficou órfão de pai muito cedo, sendo levado a morar com os tios, porquanto sua família não tivesse recursos. Nessa casa, foi muito influenciado pelo evangelho, através de fervorosas pregações de John Newton¹, antigo capitão de navio negreiro, que se converteu, tornando-se um grande pregador. Mais tarde William escreveria sobre o quanto admirava Newton; estimava-o como um pai.

A casa dos tios serviu a Wilberforce como um seminário, tanto que sua mãe, preocupada que seu filho se tornasse um fanático, tirou-o de lá e o matriculou em um internato, e em seguida na Universidade de Cambridge, na tentativa de lhe devolver à Razão. Em Cambridge, se tornou amigo inseparável de William Pitt, mais tarde Primeiro Ministro da Inglaterra com apenas 24 anos. Os dois se tornaram notórios companheiros de farras, apostas e festas promovidas pela elite inglesa, regadas sempre a muitas bebidas e companhias femininas.

Wilberforce, que desde cedo demonstrava forte interesse pela política, ingressou para a Casa dos Comuns em 1780, com apenas vinte e um anos. Em uma viagem ao sul da França, William começou a ler um livro devocional e trechos do Novo Testamento em grego. Durante esse tempo, experimentou grande convicção de seus pecados, arrependendo-se do modo de vida que tinha: experimentou um reavivamento pessoal.

Ao retornar às suas atividades, seus colegas estranharam seu comportamento, pois abandonara as práticas antigas e declarava-se, abertamente, cristão. Após radical conversão, cogitou abandonar a carreira política e se tornar ministro do evangelho em tempo integral. Nesse tempo, todavia, Wilberforce procurou seu velho amigo pregador, John Newton, que o aconselhou a permanecer na política, pois acreditava ter Deus chamado Wilberforce para um propósito singular.

Durante esse tempo, o jovem inglês tomou conhecimento das condições de vida suportadas pelos negros nos navios negreiros. Na época, essas pessoas sofriam graves abusos físicos e sobreviviam em condições subumanas. Profundamente sensibilizado com os fatos, seu espírito inconformado propôs ao Parlamento um projeto de lei para abolir o tráfico de escravos. No entanto, as forças políticas conservadoras agruparam os possíveis apoios e derrubaram seu projeto.

Isso não foi o suficiente para fazê-lo esmorecer.

Wilberforce perseverou na campanha para mudar a legislação, apesar dos sacrifícios pessoais que a empreitada envolvia. Sofreu agressão física e ameaças de morte, diversas vezes. O famoso reformador John Wesley, já aos 87 anos, escreveu ao jovem William o que possivelmente seria a última carta de sua vida, na qual o encorajava a continuar lutando contra a escravidão, como forma de servir a Deus.

Ao longo de 30 anos, seu projeto de lei foi rejeitado no parlamento 20 vezes; até que em 1807, o Parlamento decidiu aprovar a lei da abolição. Após a declaração do resultado da votação, Wilberforce foi aplaudido de pé por seus companheiros, embora na época o ato de aplaudir fosse proibido no Parlamento.

Outras histórias contam que William ficou profundamente comovido ao ver o resultado do empenho de toda uma carreira, de tal forma que chorou copiosamente. Depois de mais de 16 anos de luta, finalmente testemunhou a abolição da escravidão nas colônias britânicas em 1833, e morreu três dias depois.

A vida de Wilberforce teve um impacto na sociedade porque ele entendeu que foi chamado não apenas para ocupar cargos e liderar ministérios, mas para ser sal e luz no mundo. A obra regeneradora do Espírito Santo produziu em Wilberforce sede de justiça, e a partir daí, a defesa dos injustiçados se tornou não apenas sua profissão, mas sua missão como cristão. Sua vida e seu exemplo nos desafiam a ser não apenas espectadores da história, nem meros observadores das injustiças, mas pessoas que se engajam e procuram mudar a realidade.

¹John Newton é o compositor do famoso hino Amazing Grace: “A maravilhosa graça de Jesus salvou um infeliz como eu. Eu era cego, e ele deu-me luz, perdido e me achou.”

Lívia Medeiros

Categorias